Publicado 26 Mar

IDESAM

Apoio a negócios sustentáveis é destaque em primeiro ano da PPA

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Relatório de Atividades da PPA reúne principais ações da plataforma

Com pouco mais de um ano desde sua criação, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) conseguiu acumular um importante legado de apoio a negócios de impacto socioambiental na região, e já traça novas estratégias e oportunidades de captação de recursos para dar continuidade ao trabalho nos próximos anos. Todas as conquistas da PPA foram compiladas em um Relatório de Atividades, que destaca as principais ações da plataforma em 2018, como o investimento de R$ 1,1 milhão em startups e o acompanhamento direto de 15 empresas amazônicas pelo seu Programa de Aceleração .

Atualmente coordenada pelo Idesam, com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a PPA foi criada a partir da necessidade de empoderar empresas amazônicas para se tornarem protagonistas na busca por novos modelos de uso sustentável da floresta, capazes de desenvolver cadeias de valor atreladas à conservação florestal e geração de renda.

Com esse ideal em mente, várias ações voltadas ao desenvolvimento do ecossistema de negócios sustentáveis na Amazônia foram botadas em prática. Um dos marcos na história da PPA foi a primeira Chamada de Negócios de Impacto PPA, que teve como objetivo identificar startups promissoras na Amazônia que estivessem aptas a receber investimentos, chegando a receber a inscrição de 81 empresas interessadas.

Desse montante, quatro negócios amazônicos foram selecionados para negociar aportes financeiros com diferentes investidores, durante o 1ª Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia, realizado em novembro do ano passado. De acordo com o coordenador da PPA, Mariano Cenamo, todos os resultados presentes no Relatório de Atividades representam as experiências e aprendizados gerados durante o último ano e serviram para reforçar a convicção que motivou a criação da PPA.

“Foram dados os passos iniciais para valorizar a biodiversidade da Amazônia e promover o desenvolvimento socioeconômico por meio de ações conjuntas e colaborativas. Reuniões de engajamento e planejamento, estudos de referência, investimentos e projetos-piloto e até um Fórum Regional foram realizados, reforçando a existência de novas oportunidades estratégicas para a conservação da Amazônia por meio de startups e negócios de impacto”, destaca Cenamo.

Um dos principais nomes por trás dos resultados bem-sucedidos da PPA, O diretor da USAID/Brasil, Michael Eddy, também comemora o saldo positivo da plataforma. “Após um ano de muito trabalho podemos, por meio deste relatório, apresentar os resultados da PPA. Implementada pelo Idesam e CIAT neste primeiro ano, a PPA é o exemplo prático da nova visão da USAID, que promove o engajamento do setor privado por meio de parcerias estratégicas com o objetivo de identificar soluções inovadoras para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, ressalta Eddy.

Estratégias para os próximos anos

A compilação com todos os números, resultados e metas para os próximos anos da PPA foram apresentadas em uma assembleia geral (19/março), onde os membros da plataforma também discutiram mudanças significativas da PPA para o seu segundo ano de atuação. Uma nova proposta de arranjo de governança foi apresentada para dar mais agilidade ao grupo, permitindo o envolvimento das empresas diretamente nos temas de seu interesse, de forma mais ágil e autônoma.

Na prática, a mudança é que a atuação da PPA agora se dará através dos Grupos Temáticos (GTs), onde serão divididas as ações de acordo com eixos prioritários da plataforma, que vão abordar assuntos como incentivos fiscais, bioeconomia e modelos de parcerias entre empresas e comunidades, para citar alguns. Cada GT terá um líder e terá mais autonomia para definir as ações que serão tratadas em cada temática.

“Neste novo modelo de governança, as empresas podem não só identificar e aproveitar oportunidades estratégicas mapeadas e trazidas pela Plataforma como um todo, mas também criar novas parcerias entre seus membros, percebendo a iniciativa como espaço de inovação e alinhamento de agendas e projetos institucionais. Esperamos que esse modelo sirva ainda como um laboratório de experimentação, com geração e compartilhamento de melhores práticas e lições aprendidas”, explica Mariana Pavan, da coordenação-executiva da PPA.

Além dessas mudanças, estão previstas novas estratégias de captação de recursos, que consideram uma das potenciais propostas a criação de um Fundo PPA. Atualmente com Idesam, Ciat (Centro Internacional de Agricultura Tropical), Usaid, Ecam (Equipe de Conservação da Amazônia) e Instituto Peabiru na coordenação executiva, a PPA conta ainda com Natura, Ambev, Coca-Cola Brasil, DOW Chemical Company, DD&L, Bemol, Whirlpool, Nova Era, KPMG, Sinoreg-AM, Rede Amazônica no seu comitê gestor.

Também são membros da Plataforma as empresas Beraca, BV Rio, IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal), SITAWI, Instituro Humanize, Sol, Simineral (Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará), Imerys, Gestor Gestão Organizacional, Cargill, Ambientare e Aimex.

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